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Caracteristicas produtivas do capim-braquiaria submetido a intervalos de cortes e adubacao nitrogenada durante tres estacoes.

Productive traits of Brachiaria grass subject to cutting intervals and nitrogen fertilization over three seasons.

Introducao

A atividade pecuaria no Brasil e voltada principalmente para os ruminantes e baseia-se no uso de pastagens nativas ou cultivadas para o suprimento de nutrientes para os animais. Variacoes na qualidade e producao da forragem, no decorrer do ano, constituem os fatores de maior importancia na produtividade do rebanho bovino no Brasil. A pastagem e a principal fonte de alimento para os ruminantes, sendo sensivelmente mais economica em relacao aos concentrados.

O desenvolvimento de tecnologias adequadas e o uso de praticas agricolas adequadas, como a adubacao e a alteracao dos periodos de utilizacao da forragem nas diferentes estacoes do ano, podem elevar os indices produtivos, evitando a degradacao e ajudando a preservar a diversidade biologica. Segundo Costa et al. (2007), a expansao de areas de pastagens cultivadas, com especies do genero Brachiaria no Brasil tem se verificado em proporcoes, provavelmente, jamais igualadas por outras forrageiras, em qualquer outro pais de clima tropical. No Brasil tropical, as gramineas deste genero ocupam a maioria da area de pastagens cultivadas, pela sua adaptacao as mais variadas condicoes de solo e clima, com vantagens sobre outras especies, por proporcionar producoes satisfatorias de forragem em solo com baixa fertilidade.

Os ecossistemas das pastagens sao complexos e possuem uma serie de componentes bioticos e abioticos que interagem entre si de diferentes maneiras. Para a devida compreensao das respostas das plantas, torna-se essencial que parametros relacionados a biologia e a ecologia das pastagens sejam avaliados. Portanto, deve-se procurar o equilibrio entre a manutencao da area foliar para fotossintese e da colheita de grandes quantidades de forragem de alta qualidade, particularmente folhas, antes que estas venham a senescer, para que a exploracao do pasto seja racional e eficiente. A essencia do manejo de area de pastagens corresponde a obtencao de um balanco harmonico entre as eficiencias dos tres principais estagios da forragem produzida e conversao da forragem colhida em produto animal (HODGSON, 1990).

O manejo de corte da forrageira e um fator que modifica tanto a producao quanto a qualidade da forragem. Cortes mais frequentes resultam em menor producao de materia seca (MS), porem, de maior valor nutritivo do que cortes menos frequentes, que proporcionam maiores producoes de materia seca, mas de menor qualidade (ALVIM et al., 2000). O intervalo de corte, em cada estacao do ano, e um fator de manejo que contribui para determinar a producao e a qualidade da forragem. Cortes a intervalos menores resultam em baixas producoes de materia seca, com valor nutritivo elevado (GONCALVES et al., 2002).

As plantas forrageiras no Brasil apresentam acentuada estacionalidade, com a producao no inverno decrescendo bastante em relacao a producao no verao, os principais fatores que influenciam e condicionam o seu desenvolvimento vegetativo e a sua maturacao sao: luz, temperatura e umidade e e necessario conhecer as respostas morfofisiologicas ao manejo.

Segundo Santos Junior et al. (2004), a produtividade e a perenidade da pastagem decorrem de sua capacidade de reconstituicao de nova area foliar, apos condicoes de corte ou de pastejo. Esta capacidade esta intrinsecamente associada as condicoes ambientais: temperatura, luminosidade, umidade e fertilidade do solo, bem como as caracteristicas geneticas da planta forrageira, ao manejo da pastagem e a idade fisiologica da planta. As condicoes do ambiente, associadas ao estado nutricional das plantas e a idade de crescimento, sao determinantes no processo de formacao e manutencao dos tecidos vegetais e, consequentemente, da formacao da area foliar.

A interacao entre o N e a frequencia de corte ou pastejo esta no sentindo de que o primeiro favorece a recuperacao das plantas e o vigor dos perfilhos, e o segundo pode permitir a manutencao de meristemas apicais, ambos, portanto, podem ter efeitos beneficos sobre o vigor da rebrota (HILL; WATSON, 1989).

A producao de forragem e um dos principais fatores capazes de afetar a produtividade de um sistema de pastejo. Para obter resultados satisfatorios e importante manter os niveis ideais de fertilidade do solo, por isso a adubacao nitrogenada esta entre os fatores mais importantes, pois o nitrogenio e um dos nutrientes mais exigidos pelas plantas forrageiras, e sua utilizacao influencia a producao de materia seca e o valor nutritivo da forragem.

A falta de reposicao de nitrogenio eoua utilizacao de niveis subotimos do fertilizante nitrogenado em plantas forrageiras tem sido relacionados como uns dos principais fatores responsaveis pela reducao na produtividade e degradacao do solo.

Objetivou-se com este trabalho avaliar as caracteristicas produtivas e estruturais da Brachiaria decumbens submetida a diferentes intervalos de corte e adubacao nitrogenada, nos periodos do verao, do outono e do inverno.

Material e metodos

O experimento foi instalado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - Campus Juvino Oliveira, em area estabelecida de Brachiaria decumbens cv. Basilisk, localizada no municipio de Itapetinga, Estado da Bahia, a 15[grados]09'07" de latitude Sul, 40[grados]15'32" de longitude Oeste, com precipitacao media anual de 800 mm, temperatura media anual de 27[grados]C e altitude media de 268 m com topografia ondulada, no periodo de novembro de 2006 a novembro de 2007.

O experimento foi conduzido em esquema fatorial 5 x 2, sendo cinco intervalos de cortes (21, 28, 35, 42 e 49 dias) e duas doses de nitrogenio (0 e 200 kg N [ha.sup.-1]). Foi utilizado o delineamento de blocos ao acaso com quatro repeticoes, totalizando 40 unidades experimentais de 2 x 3 m cada, com uma area util para coleta de 6 [m.sup.2], com espacamento de 0,8 m entre as parcelas.

Em 10 de novembro de 2006, foi realizado o corte de uniformizacao. O adubo nitrogenado (ureia) foi distribuido em tres aplicacoes nos periodos de 10/11/2006; 13/12/3006 e 17/1/2007. Por ocasiao da aplicacao de nitrogenio, foram efetuados cortes de uniformizacao da forragem, referentes aos intervalos entre cortes. As avaliacoes comecaram dez dias apos a ultima aplicacao de nitrogenio. Os cortes foram efetuados manualmente, a cerca de 5 cm, acima do solo, conforme os intervalos de corte.

A analise quimica do solo que apresenta textura franco-arenoso e a precipitacao observada durante os periodos experimentais estao apresentadas na Figura 1 e Tabela 1.

Os periodos de avaliacao para as caracteristicas produtivas e estruturais foram: verao, outono e inverno, distribuidos da seguinte forma: janeiro, fevereiro e marco, para o verao; abril, maio e junho, para o outono os meses de julho, agosto e setembro, para as avaliacoes referentes ao inverno. Os valores referentes a cada estacao foram calculados, a partir da media de dois cortes para os intervalos de 49 e 42 dias; tres cortes para os intervalos de 35 e 28 dias e quatro cortes para o intervalo de 21 dias. Na estacao primavera, nao se realizaram avaliacoes, por ter sido um dos periodos que ocorreu uma das aplicacoes de nitrogenio.

[FIGURA 1 OMITIR]

A altura de cada parcela foi medida antes de cada corte, utilizando-se uma regua com divisoes de 1 cm. A forragem verde foi coletada em toda a area experimental de 6 [m.sup.2], acondicionada em sacos plasticos e foi pesada no Laboratorio de Forragicultura, posteriormente foi retirada uma amostra de 0,5 kg e levada a estufa de 105[grados]C por 24h para avaliacao do teor de materia seca. Nos dias determinados pelos intervalos de corte foi realizado corte manual da forragem produzida na parcela, manualmente cerca de 5 cm acima do solo. A forragem verde foi pesada, posteriormente amostradas e fracionadas em lamina foliar, colmo (colmo + bainha foliar). Apos a separacao, os componentes foram pesados e levados a estufa de 105[grados]C por 24h para determinacao da materia seca definitiva. A relacao lamina:colmo foi calculada como sendo o quociente entre a materia seca de folhas e a materia seca de colmos.

As caracteristicas estruturais estudadas foram: altura, relacao folha:colmo, numero de folhas totais, numero de folhas vivas, comprimento final de folha e comprimento do colmo, obtidas nos dias do corte. Foram identificados aleatoriamente quatro perfilhos por parcela com fitas de cores diferentes. Cada repeticao foi constituida pelo valor medio dos quatro perfilhos de cada parcela.

Os resultados foram submetidos a analise de variancia, considerando como fontes de variacao, os intervalos de cortes, a adubacao nitrogenada e a interacao adubacao e intervalo de cortes, testados a 5% de probabilidade. A interacao foi desdobrada, ou nao, de acordo com a significancia e o efeito do intervalo de cortes foi avaliado por analise de regressao, por meio de polinomios ortogonais, pela decomposicao da soma de quadrado do intervalo em efeito linear, quadratico, cubico e quartico. Os niveis de adubacao nitrogenada foram comparados pelo teste F. As variaveis foram estudadas, utilizando o pacote estatistico SAEG (RIBEIRO JUNIOR, 2001).

O modelo estatistico adotado para as analises foi o seguinte:

[Y.sub.ijk] = [my] + [[delta].sub.k] + [[alfa].sub.i] + [[beta].sub.j] + [([alfa][beta]).sub.ij] + [[epsilon].sub.ijk]

em que:

[Y.sub.ijk] = variaveis dependentes; [my] = media da populacao; [[delta].sub.k] = efeito do bloco k, k= 1, 2, 3, 4; [[alfa].sub.i] = efeito do intervalo de cortes, i = 1, 2, 3, 4, 5; [[beta].sub.j] = efeito da adubacao nitrogenada, j = 1, 2; [([alfa][beta]).sub.ij] = efeito da interacao de intervalo entre corte i e adubacao nitrogenada j; [[epsilon].sub.ijk] = erro aleatorio, normal e independente, distribuido com media 0 e variancia [[sigma].sup.2].

Resultados e discussao

Para a variavel altura, a interacao intervalo de cortes x adubacao nitrogenada nao foi significativa (p > 0,05) para as tres estacoes estudadas: verao, outono e inverno (Tabela 2).

Observou-se de modo geral que ocorreu aumento das alturas com o aumento dos intervalos de cortes estudados. As alturas nas tres estacoes do ano adequaram-se ao modelo quadratico e linear de regressao. Na Tabela 2, sao apresentadas as equacoes de regressao para a altura nas tres estacoes do ano, em funcao dos intervalos de cortes. No verao e no inverno, observou-se maior altura no intervalo de 49 dias. No outono, observou-se que a maior altura foi no intervalo de 42 dias.

A adubacao nitrogenada proporcionou maior desenvolvimento do capim-braquiaria (p < 0,05) nas estacoes do verao e do outono, porem no inverno nao houve diferenca (p > 0,05). No verao, a adubacao aumentou em 40,8% a altura, no outono aumentou apenas 18,2%. Pode-se verificar com isso que no verao o nitrogenio proporcionou diferenca na estrutura do dossel, principalmente no comprimento do colmo, por ser a primeira estacao avaliada apos as aplicacoes de nitrogenio e que o efeito residual do nitrogenio provocou mudancas na altura do dossel ate o inicio da estacao seca.

A altura diminuiu em media 20,1% do verao para o outono e 49,6% para o inverno. Demonstrando resposta da adubacao nitrogenada principalmente no verao logo apos a ultima dose da adubacao e que a reducao na altura e causada pelas reducoes na precipitacao pluviometrica e temperatura e com isso tem seu crescimento limitado.

Alexandrino et al. (2005), avaliando os efeitos de dois periodos de descanso do capim-mombaca, tambem verificaram que a altura do dossel se elevou em piquetes sob maior periodo de descanso, como resultado do mais intenso alongamento do colmo.

Para o teor de materia seca, a interacao intervalo de corte x adubacao nitrogenada foi significativa (p < 0,05), apenas no verao. Os teores de materia seca adequaram-se ao modelo linear e quadratico de regressao, nas estacoes do ano (Tabela 3). Como pode ser observado, o capim-braquiaria aumentou o teor de materia seca apenas no verao com o uso do nitrogenio, ate o intervalo de 49 dias, e o maior teor de MS foi encontrado no intervalo de 42 dias.

Aguiar et al. (2000), avaliando a producao do capim-furachao sob adubacao e diferentes idades de corte, tambem observaram acrescimo nos teores de MS, com o avanco da idade de 15 a 45 dias para ambos os tratamentos, sendo o maior valor para os tratamentos sem adubacao nitrogenada, corroborando com os resultados deste experimento. Segundo Cedeno et al. (2003), periodos iniciais de desenvolvimento dos capins apresentam-se com baixo teor de MS aumentando com a idade.

A adubacao nitrogenada apresentou efeito (p < 0,05) no verao nos intervalos de 21 e 49 dias, no outono e no inverno nao se verificou diferenca (p > 0,05) para o teor de materia seca com o uso da adubacao nitrogenada (Tabela 3). Os teores de materia seca foram semelhantes durante o ano. A planta quando nova apresenta altos teores de agua, quanto mais proximo da sua maturidade esse teor e reduzido. Costa et al. (2007) tambem verificaram aumento no teor de materia seca com o avanco da idade da planta, esses valores variaram de 16 e 26% analisados entre 15 e 60 dias de crescimento da Brachiaria brizantha cv. MG-5.

Para a producao de materia seca (PMS), a interacao entre intervalo de cortes x adubacao nitrogenada foi significativa (p < 0,05), no verao e nao significativa (p > 0,05) no outono e no inverno.

A PMS aumentou com maiores intervalos de cortes, nas tres estacoes estudadas adequando-se ao modelo linear (Tabela 4). Estes aumentos da producao de massa de forragem foram ocasionados pelo maior tempo de crescimento da graminea.

Foi observado aumento (p < 0,05), na PMS com o uso da adubacao nitrogenada no verao e no inverno; durante o outono nao foi observado diferencas (p > 0,05), possivelmente pelo alto coeficiente de variacao encontrado nesta estacao.

A adubacao nitrogenada aumentou a producao em materia seca do capim-braquiaria em 96,84% no verao e no inverno aumentou em 10,28% indicando a importancia deste nutriente e de seu efeito residual, em aumentar a producao mesmo em periodos de escassez de agua. Cecato et al. (2001), avaliando cultivares do genero Cynodon com e sem nitrogenio, encontraram diferencas na producao de materia verde total, no periodo de inverno.

As forrageiras tropicais necessitam nao apenas de um bom manejo de solo, mas, tambem, de adequada quantidade de nutrientes, agua, temperatura e luminosidade para o bom desenvolvimento (HERRERA; HERNANDEZ, 1989), visto que existe resposta direta com as variaveis ambientais, componentes do clima, solo, alem do manejo e da adubacao impostos (PEDREIRA et al., 2007).

No inverno, as plantas diminuiram em 78,9% a PMS e estas producoes foram proporcionalmente maiores em MS de folhas do que a de colmos, haja vista que neste periodo as condicoes, principalmente de umidade e temperatura, nao permitiram o crescimento e alongamento de colmos. Goncalves et al. (2002), avaliando a producao de gramineas do genero Cynodon, sob efeito de diferentes idades ao corte (21, 42 e 63 dias), encontraram menores producoes de materia seca durante o outono e inverno, corroborando com os resultados deste experimento. Nas condicoes tropicais, durante o inverno, a temperatura, a umidade e a luminosidade sao inadequadas para se obter um bom desenvolvimento das plantas forrageiras tropicais; ao contrario, no verao.

A interacao de intervalo entre cortes x adubacao nitrogenada para producao diaria de materia seca (PDMS) foi significativa no verao (p < 0,05), e naosignificativa no outono e no inverno.

As producoes diarias de materia seca nas tres estacoes do ano adequaram-se ao modelo quadratico de regressao (Tabela 5). No verao, a producao diaria apresentou comportamento quadratico, aumentando ate o intervalo de 39 dias sem o uso da adubacao nitrogenada e 40,0 dias com o uso da adubacao, pelas maiores producoes de MS obtidas por intervalo.

No outono e no inverno, as producoes diarias apresentaram comportamento inverso, apresentando diminuicao com o aumento dos intervalos entre cortes. As menores producoes diarias foram encontradas com os intervalos de 45,4 dias para o outono e 44,9 dias para o inverno, provavelmente pelas menores producoes encontradas nestas estacoes do ano.

A adubacao nitrogenada aumentou (p < 0,05) as producoes diarias nas tres estacoes estudadas, apenas o intervalo de 21 dias no verao nao apresentou diferenca (p > 0,05) com o uso da adubacao nitrogenada. No verao, a adubacao aumentou, em geral, a producao diaria em 109%, e no outono e inverno houve aumento de 17 e 13%, respectivamente, indicando a importancia desse nutriente para aumentar a producao durante as tres estacoes do ano. A adubacao nitrogenada melhorou a distribuicao da producao anual, dados semelhantes foram encontrados por Alvim et al. (1999).

Durante o ano, a producao diaria de MS diminuiu em media 74,3% do verao para o outono e mais 93,4% para inverno. O intervalo variavel no verao e no inverno apresenta maior producao diaria de MS que os intervalos fixos semelhantes durante o ano. Isso, provavelmente, ocorreu em funcao das diferentes velocidades de crescimento que a planta apresenta nas estacoes do ano, determinadas por mudancas dos fatores ambientais presentes nas estacoes.

Para as caracteristicas estruturais, numero de folhas totais (NFT), numero de folhas vivas (NFV), comprimento final de folha (CFF) e o comprimento final de colmo (CFC) a interacao intervalos de cortes x adubacao nitrogenada foi nao significativa (p > 0,05) nos dois periodos estudados, verao e inverno, de modo que os efeitos se limitaram aos fatores isolados de intervalo de cortes e adubacao nitrogenada.

Para a relacao lamina:colmo (RLC), houve efeito do intervalo entre cortes e da adubacao nitrogenada, alem da interacao intervalo x adubacao (p < 0,05) apenas no periodo do verao, no entanto, no inverno nao foi possivel fazer esta relacao pela falta de material (colmo), em razao do limitado processo de alongamento do colmo, ja que a graminea teve um pequeno crescimento durante este periodo (Tabela 6).

Decompondo o efeito do intervalo entre cortes, observou-se que o efeito quadratico foi significativo (p < 0,05) para os dois niveis de adubacao nitrogenada. Sem o uso da adubacao, o aumento dos intervalos entre cortes provocou decrescimo na RLC ate 1,7 com o intervalo de 38 dias. Com o uso de 200 kg N [ha.sup.-1], a RLC reduz ate 1,2 no intervalo de 37 dias. As equacoes estimadas estao apresentadas na Tabela 6.

Foi observado efeito (p < 0,05) da adubacao nitrogenada nos intervalos de 21, 28 e 35 dias sobre a RLC. Para os intervalos de 42 e 49 dias, nao houve diferenca entre as doses de adubacao nitrogenada, possivelmente pelo fato das plantas sem nitrogenio serem proporcionalmente menores e com menos folhas.

Nos menores intervalos entre cortes, a pastagem apresenta maior relacao lamina:colmo. Essa maior proporcao de lamina pode ser atribuida ao menor comprimento do colmo nos menores intervalos entre cortes. A diminuicao observada na RLC e explicada pelo aumento do comprimento do colmo com o aumento dos intervalos de cortes. De fato, a literatura mostra que a relacao lamina:colmo apresenta-se alta no inicio do ciclo de vida das plantas, tendendo a diminuir com a idade (CANDIDO et al., 2005; GOMIDE et al., 2003). Goncalves et al. (2002), avaliando a producao de gramineas do genero Cynodon em diferentes idades ao corte durante o ano, demonstraram que a relacao lamina:colmo adequou-se ao modelo quadratico de regressao durante o verao, para todas as gramineas estudadas.

A folha e um importante componente para a producao de massa seca da planta, destacando que, alem de interceptar boa parte da energia luminosa, e representar parte substancial do tecido fotossintetico ativo, garante a producao de fotoassimilados da planta, e constitui-se em material de alto valor nutritivo (ALEXANDRINO et al., 2004). Fagundes et al. (2006) comentaram que em gramineas tropicais, a fracao colmo, e importante para o crescimento, interfere na estrutura do dossel e nos processos de competicao por luz.

Com relacao ao numero de folhas totais e vivas, houve efeito do intervalo de cortes e da adubacao nitrogenada (p < 0,05) no verao, porem no periodo do inverno, foi verificado efeito dos intervalos de cortes, a adubacao nitrogenada nao apresentou efeito nas duas caracteristicas no periodo do inverno. Avaliando-se o comportamento do numero de folhas totais e vivas, em funcao dos intervalos entre cortes, por meio de analise de regressao e polinomios ortogonais, verificou-se efeito quadratico no verao e linear crescente no inverno (p < 0,05), para NFV e comportamento linear (p < 0,05) crescente no verao e quadratico (p < 0,05) no inverno para NFT, as equacoes estao apresentadas nas Tabelas 7 e 8. Corroborando com os resultados de Haddade et al. (2005), que concluiram que o NFV para os diferentes genotipos de capim-elefante, foi incrementado de forma quadratica ate os 60 dias de idade.

O numero de folhas em um perfilho representa importante referencia ao potencial de perfilhamento, pois cada gema axilar associada a uma folha gerada pode potencialmente gerar um novo perfilho e, portanto alterar as caracteristicas estruturais da forragem.

Tanto o intervalo de corte quanto o nitrogenio sao fatores importantes para a modificacao do numero de folhas verdes em um perfilho. Oliveira et al. (2000), avaliando a dinamica do aparecimento, do alongamento e da senescencia foliar do capim-bermuda cv. Tifton 85 em diferentes idades de rebrota, encontraram aumento significativo no numero de folhas expandidas por perfilho com o aumento da idade.

Os intervalos entre cortes influenciaram de forma quadratica (p < 0,05) o comprimento final de folha no periodo do verao e linear crescente no inverno. No verao, o valor maximo do CFF ocorreu com o intervalo de 48 dias. De fato, Martuscello et al. (2006) observaram efeito quadratico no comprimento final de lamina foliar com o aumento do numero de folhas expandidas antes da colheita do capim-massai durante o verao.

O uso da adubacao nitrogenada aumentou em 13% o tamanho de folha (Tabela 9) no verao. Este acrescimo pode ser explicado pelo efeito do nitrogenio em aumentar o numero de celulas em processo de divisao. Os maiores valores de NFV e CFF ocorreram durante o verao, estacao que apresentou condicoes climaticas favoraveis ao crescimento dos perfilhos de Brachiaria decumbens. Fagundes et al. (2006) encontraram aumentos do CFF da Brachiaria decumbens em resposta a adubacao nitrogenada, valores proximos aos observados neste experimento.

O comprimento final de folha e uma caracteristica importante, pois e uma combinacao do aparecimento com o alongamento foliar (ALEXANDRINO et al., 2005). Sendo assim, o menor comprimento de folha nas plantas que nao receberam a adubacao nitrogenada encontrado neste estudo deveu-se a menor TAlF. Segundo Garcez Neto et al. (2002), o nitrogenio ao estimular a producao de novas celulas possibilita aumento na taxa de alongamento foliar, como foi visto neste estudo, o que pode constituir meio para mudancas no tamanho da folha.

As taxas de aparecimento e alongamento de folhas aumentam com a temperatura (GASTAL et al., 1992). Por isso, o tamanho final da folha, determinado pela relacao taxa de alongamento taxa de aparecimento-1, eleva-se com a temperatura. Como reflexo do menor intervalo de tempo para aparecimento de folhas, os perfilhos crescidos no inverno apresentaram maior numero de folhas de menor tamanho. Por outro lado, folhas crescidas no verao, sob temperaturas mais elevadas, apresentaram maior tamanho, em decorrencia, principalmente, da mais alta taxa de alongamento foliar. Os efeitos da deficiencia hidrica sao dificeis de serem dissociados dos efeitos correspondentes de menor disponibilidade de N que inevitavelmente se verificam nessas condicoes. Todavia, e importante considerar que os processos fisiologicos por meio dos quais essas limitacoes operam sao diferentes. A deficiencia hidrica limita a absorcao de carbono pela limitacao das trocas gasosas quando do fechamento dos estomatos, enquanto o N limita a resposta fotossintetica por limitacao da concentracao da clorofila (MORALES, 1998).

Os intervalos entre cortes influenciaram de forma quadratica o comprimento de colmo (p < 0,05), como pode ser observado na Tabela 10. E tambem foi influenciado pela adubacao nitrogenada (p < 0,05), aumentando em media 34% com o uso da adubacao (Tabela 10). O menor valor do CFC foi encontrado com intervalo de 21 dias.

O controle do alongamento do colmo e um grande desafio a ser solucionado pelo manejo. Segundo Candido et al. (2005), o periodo de descanso mais curto foi o unico a exercer algum controle sobre o alongamento do colmo, em estudos com capim-mombaca. Neste caso, o intervalo de cortes exerceu papel de extrema importancia na modificacao da estrutura da pastagem, pois entre os intervalos de 42 e 49 dias, o numero de folhas vivas tende a se estabilizar, enquanto o comprimento do colmo apresenta aumento acentuado a partir do intervalo de 35 dias. Isso evidencia a importancia do intervalo de cortes em uma serie de caracteristicas estruturais que interferem diretamente no valor nutritivo e consumo de forragem pelo animal.

O conhecimento da pastagem e sua relacao com o meio sao fundamentais para definir o periodo de descanso mais adequado da planta forrageira. A adubacao nitrogenada e intervalos entre cortes interagem com a morfogenese e com as caracteristicas de perfilhamento da Brachiaria decumbens para determinar a produtividade.

Conclusao

A adubacao nitrogenada aumenta a producao diaria do capim-braquiaria nas estacoes; verao, outono e no inverno, demonstrando a importancia do efeito residual do nitrogenio em melhorar a producao anual de materia seca do capim-braquiaria. O intervalo entre cortes de 39 dias no verao e 21 dias no outono e inverno apresenta-se mais eficiente. A dose de 200 kg [ha.sup.-1] de nitrogenio e suficiente para promover aumentos nas variaveis estruturais no verao. O prolongamento do intervalo de cortes compromete a estrutura do dossel, diminuindo a relacao lamina:colmo. No inverno, o componente colmo tem seu crescimento limitado com as condicoes climaticas desfavoraveis.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v32i4.8574

Received on October 23, 2009.

Accepted on July 13, 2010.

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Camila Maida de Albuquerque Maranhao(1)*, Paulo Bonomo (1), Aureliano Jose Vieira Pires (2), Alexsandro Cotrim Pimentel Ribeiro Costa (3), Giselle Caroline Fernandes Martins (3) e Elisangela Oliveira Cardoso (4)

(1) Departamento de Estudos Basicos e Instrumentais, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Praca da primavera, 40, 45700-000, Itapetinga, Bahia, Brasil. (2) Laboratorio de Forragicultura e Pastagens, Departamento de Tecnologia Rural e Animal, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Itapetinga, Bahia, Brasil. (4) Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Itapetinga, Bahia, Brasil. (3) Universidade Federal do Reconcavo da Bahia, Cruz das Almas, Bahia, Brasil.

*Autor para correspondencia. E-mail: zoomaida@hotmail.com
Tabela 1. Analise do solo da area experimental.

pH                 P           [K.sup.+]

[H.sub.2]O   mg [dm.sup.-3]

6,0                6             0,29

pH            [Ca.sup.2+]     [Mg.sup.2+]   [Al.sup.3+]

[H.sub.2]O       [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de solo

6,0               1,3             1,2           0,1

pH             [H.sup.+]      [Na.sup.+]        SB             t

[H.sub.2]O

6,0               2,0             --            2,8           2,9

pH                 T               V             m           M.O.

[H.sub.2]O                                %

6,0               4,9             57             3            10

Tabela 2. Altura (cm) do capim-braquiaria submetido a diferentes
intervalos de cortes e adubacao nitrogenada no periodo do verao,
outono e inverno.

                        Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])    21      28      35      42      49      Media

                                   Verao

0                  23,7    29,1    35,2    43,4    46,1    35,5 (b)
200                32,6    46,6    51,7    58,6    60,5    50,0 (a)
Media              28,1    37,8    43,5    51,0    53,3
CV (%)             11,9

                                  Outono

0                  18,6    32,3    33,1    36,1    36,4    31,3 (b)
200                21,8    34,2    41,9    45,0    42,3    37,0 (a)
Media              20,2    33,3    37,5    40,6    39,3
CV (%)             14,6

                                 Inverno

0                  16,3    16,5    17,5    17,5    17,2    17,0 (a)
200                16,7    17,0    17,2    18,1    17,9    17,4 (a)
Media              16,5    16,8    17,4    17,8    17,6
CV (%)              4,2

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])                 Equacoes                     [R.sup.2]

0
200
Media                      ? = 10,991 + 0,9074I/C               0,97
CV (%)

0
200
Media              ? = -37,617 + 3,6924IC - [0,0434IC.sup.2     0,99
CV (%)

0
200
Media                      ? = 15,632 + 0,0447IC                0,83
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas
na coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).

Tabela 3. Teor de materia seca (%) do capim-braquiaria submetido
a diferentes intervalos de cortes e adubacao nitrogenada no
periodo do verao, outono e inverno.

                         Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])        21            28            35

                                    Verao

0                    25,7 (a)      25,5 (a)      26,0 (a)
200                  21,9 (b)      24,5 (a)      25,4 (a)
Media                23,8          25,0          25,7
CV (%)               4,3

                                    Outono

0                    23,6          23,8          26,3
200                  23,6          22,8          25,1
Media                23,6          23,3          25,7
CV (%)               7,3

                                   Inverno

0                    22,9          24,2          26,6
200                  22,7          23,9          24,5
Media                22,8          24,1          25,6
CV (%)               5,9

                      Intervalos de cortes
                             (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])        42            49           Media

                             Verao

0                    27,6 (a)      28,0 (a)      26,6
200                  26,8 (a)      25,6 (b)      24,8
Media                27,2          26,8
CV (%)

                             Outono

0                    27,4          27,1          25,6 (a)
200                  25,9          27,2          24,9 (a)
Media                26,7          27,2
CV (%)

                            Inverno

0                    25,3          28,2          25,4 (a)
200                  25,3          28,2          24,9 (a)
Media                25,3          28,2
CV (%)

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])                        Equacoes

0                             [?.sub.0] = 23,12 + 0,098/C
200                  [?.sub.200] = 8,66 + 0,843IC - 0,010/[C.sup.2]
Media
CV (%)

0
200
Media                             ? = 20,01 + 0,150/C
CV (%)

0
200
Media                             ? = 19,15 + 0,172/C
CV (%)

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])     [R.sup.2]

0                      0,85
200                    0,96
Media
CV (%)

0
200
Media                  0,89
CV (%)

0
200
Media                  0,89
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas
na coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).

Tabela 4. Producao de materia seca (kg [ha.sup.-1]) do
capim-braquiaria submetido a diferentes intervalos de cortes
(IC) e adubacao nitrogenada no periodo do verao, do outono e
do inverno.

                            Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])     21        28        35        42        49

                                       Verao

0                 343 (b)   476 (b)   638 (b)   760 (b)   946 (b)
200               632 (a)   1098 (a)  1121 (a)  1712 (a)  1667 (a)
Media             487       787       880       1236      1306
CV (%)            16,0

                                       Outono

0                 341       572       752       776       892
200               417       544       831       954       995
Media             379       558       791       865       943
CV (%)            26,5

                                      Inverno

0                 142       178       196       188       222
200               189       178       186       207       262
Media             166       178       191       197       242
CV (%)            15,3

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])   Media               Equacoes              [R.sup.2]

0                 633        [?.sub.0] = 112,07 + 21,179IC     0,99
200               1246      [?.sub.200] = 96,203 + 38,351IC    0,89
Media
CV (%)

0                 667 (a)
200               748 (a)
Media                           ? = -10,250 + 20,503IC         0,95
CV (%)

0                 185 (b)
200               204 (a)
Media                            ? = 108,27 + 2,4698IC         0,88
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas na
coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).

Tabela 5. Producao diaria de materia seca (kg ha-1 dia-1) do
capim-braquiaria submetido a diferentes intervalos de cortes e
adubacao nitrogenada no periodo do verao, do outono e do inverno.

                          Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])        21            28            35

                                     Verao

0                    16,3 (a)      66,9 (b)      69,9 (b)
200                  30,1 (a)      159,7 (a)     126,9 (a)
Media                23,2          113,3         98,4
CV (%)               14,7

                                     Outono

0                    29,5          26,2          18,3
200                  39,7          27,8          18,6
Media                34,6          27,0          18,5
CV (%)               15,0

                                    Inverno

0                    6,8           6,3           5,6
200                  9,0           6,4           5,3
Media                7,9           6,3           5,5
CV (%)               15,7

                       Intervalos de cortes
                              (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])        42            49           Media

                              Verao

0                    65,5 (b)      68,7 (b)      57,5
200                  152,1 (a)     132,2 (a)     120,2
Media                108,8         100,4
CV (%)

                             Outono

0                    17,7          15,0          21,3 (b)
200                  19,6          19,0          24,9 (a)
Media                18,6          17,0
CV (%)

                             Inverno

0                    4,5           4,5           5,5 (b)
200                  4,9           5,3           6,2 (a)
Media                4,7           4,9
CV (%)

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])                          Equacoes

0                     [?.sub.0] = 162,09 + 11,906IC - [0,149IC.sup.2]
200                  [?.sub.200] = 374,23 + 27,411/C - [0,3514IC.sup.2]
Media
CV (%)

0
200
Media                      ? = 78,737 + 2,722IC + [0,03IC.sup.2]
CV (%)

0
200
Media                     ? = 15,703 + 0,4849IC - [0,0054IC.sup.2]
CV (%)

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])     [R.sup.2]

0                      0,85
200                    0,73
Media
CV (%)

0
200
Media                  0,97
CV (%)

0
200
Media                  0,99
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas na
coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).

Tabela 6. Relacao lamina:colmo no periodo do verao do capim-braquiaria
submetido a diferentes intervalos de cortes e adubacao nitrogenada.

                           Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])    21       28       35       42       49     Media

                                     Verao

0                 3,9 (a)  2,3 (a)  1,8 (a)  1,7 (a)  1,9 (a)   2,3
200               2,5 (b)  1,7 (b)  1,4 (b)  1,5 (a)  1,8 (a)   1,8
CV (%)            18,3

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])                       Equacoes

0                  [?.sub.0] = 10,895 - 0,4571IC + [0,0056IC.sup.2]
200               [?.sub.200] = 6,6929 - 0,2835IC + [0,0037IC.sup.2]
CV (%)

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])  [R.sup.2]

0                   0,97
200                 0,98
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas na
coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).

Tabela 7. Numero de folhas totais no periodo do verao e do inverno
do capim-braquiaria submetido a diferentes intervalos de cortes e
adubacao nitrogenada.

                     Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])    21     28     35     42     49     Media

                                Verao

0                  3,0    3,2    3,9    4,1    4,6    3,8 (b)
200                3,2    4,2    5,1    5,5    6,1    4,8 (a)
Media              3,1    3,7    4,5    4,8    5,3
CV (%)             11,3

                               Inverno

0                  3,8    4,8    4,2    5,6    4,1    4,5 (a)
200                3,9    4,8    4,4    4,3    4,4    4,4 (a)
Media              3,9    4,8    4,3    5,0    4,3
CV (%)             13,7

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])                     Equacoes

0
200
Media                         N[??]T = 1,49 + 0,08/C
CV (%)

0
200
Media              N[??]T = 0,2634 + 0,2413IC - [0,0032IC.sup.2]
CV (%)

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])   [R.sup.2]

0
200
Media                0,98
CV (%)

0
200
Media                0,51
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas na
coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).

Tabela 8. Numero de folhas verdes por perfilho do capim-braquiaria
submetido a diferentes intervalos de cortes e adubacao nitrogenada
no periodo do verao e do inverno.

                   Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])    21    28    35    42    49     Media

                               Verao
                    (folhas [perfilho.sup.-1])

0                  2,0    2,9   3,1   3,4   3,9   3,1b
200                3,5    3,8   4,8   5,3   5,0   4,5 (a)
Media              2,8    3,4   4,0   4,4   4,5
CV (%)             13,7

                              Inverno
                    (folhas [perfilho.sup.-1])

0                  2,9    3,3   3,4   3,8   3,4   3,3 (a)
200                3,3    2,8   3,5   3,2   3,5   3,2 (a)
Media              3,1    3,1   3,5   3,5   3,5
CV (%)             14,1

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])                     Equacoes

0
200
Media              N[??]V = 0,4014 + 0,1853/C - [0,0017IC.sub.2]
CV (%)

0
200
Media                       N[??]V = 2,7262 + 0,0163IC
CV (%)

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])   [R.sup.2]

0
200
Media                0,99
CV (%)

0
200
Media                0,73
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas na
coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).

Tabela 9. Comprimento final de folha (cm) do capim-braquiaria
submetido a diferentes intervalos de cortes e adubacao nitrogenada
no periodo do verao e do inverno.

                     Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])    21     28     35     42     49     Media

                                 Verao

0                  13,6   15,6   16,8   17,9   17,7   16,3 (b)
200                15,5   17,6   18,8   19,9   20,1   18,4 (a)
Media              14,6   16,1   17,8   18,9   18,9
CV (%)             19,5

                                Inverno

0                  8,1    8,7    8,1    10,1   10,5   9,1 (a)
200                8,8    9,5    9,0    9,0    10,4   9,3 (a)
Media              8,5    9,1    8,6    9,6    10,5
CV (%)             15,5

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])                      Equacoes

0
200
Media              C[??]F = 4,95 + 0,5857 * 1C - [0,0061IC.sup.2]
CV (%)

0
200
Media                       C[??]F = 6,9429 + 0,064971C
CV (%)

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])   [R.sup.2]

0
200
Media                0,99
CV (%)

0
200
Media                0,75
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas
na coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).

Tabela 10. Comprimento final de colmo (cm) do capim-braquiaria
submetido a diferentes intervalos de cortes e adubacao nitrogenada
no periodo do verao e do inverno.

                      Intervalos de cortes (dias)
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])    21     28     35     42     49     Media

                                 Verao

0                  16,7   20,4   23,6   35,6   45,3   28,3 (b)
200                24,7   27,7   31,2   44,6   61,1   37,8 (a)
Media              20,7   24,1   27,4   40,1   53,2
CV (%)             18,3

                                Inverno

0                  5,8    7,9    8,1    9,9    8,8    8,1 (a)
200                6,7    8,1    7,5    7,5    9,2    7,8 (a)
Media              6,3    8,0    7,8    8,7    9,0
CV (%)             15,1

Dose de N
(kg [ha.sup.-1])                   Equacoes                   [R.sup.2]

0
200
Media              CFC = 39,961 -1,786IC + [0,0421IC.sup.2]     0,99
CV (%)

0
200
Media              [C[??]C.sub.INVERNO] = 4,8365 + 0,0892IC     0,85
CV (%)

Para cada estacao estudada, medias seguidas de letras distintas na
coluna diferem pelo teste F (p < 0,05).
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Title Annotation:texto en portugues
Author:de Albuquerque Maranhao, Camila Maida; Bonomo, Paulo; Vieira Pires, Aureliano Jose; Pimentel Ribeiro
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2010
Words:8113
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