Avaliacao da tolerancia de larvas do pacama Lophiosilurus alexandri Steindachner, 1877 (Pisces: Siluriformes) a diferentes salinidades.Introdução A piscicultura no Brasil vem passando por um processo de intensificação, e o aparecimento de doenças e enfermidades passa a ser comumente observado. Dessa forma, vários produtos terapêuticos vêm sendo empregados na piscicultura. Dentre eles destaca-se o uso do sal comum por apresentar a vantagem de não ser tóxico aos peixes e ao ambiente quando utilizado corretamente (Pavanelli et al., 1998) e pela eficiência na desinfecção e controle de alguns patógenos específicos (Pavanelli et al., 1998; Altinok e Grizzle, 2001; Garcia et al., 2007). O uso de sal também tem sido recomendado para o transporte de juvenis de peixes de água doce por diminuir a diferença osmótica entre o animal e o meio externo (Wurts, 1995) e reduzir o estresse (Carneiro e Urbinati, 2001; Gomes et al., 2003; Gomes et al., 2006). Na larvicultura de espécies de água doce, o emprego de meios de criação ligeiramente salinizados também vem possibilitando sobrevivência e crescimento semelhante ou superior ao das larvas criadas em água doce (Lam e Sharma, 1985; Britz e Hecht, 1989; Borode et al., 2002; Luz e Portella, 2002; Luz et al., 2004; Weingartner e Zaniboni Filho, 2004; Beux e Zaniboni Filho, 2007). No entanto, como a salinidade pode levar a melhor crescimento em larvas de peixes de água doce ainda não está claro. A salinidade da água pode ter implicações no crescimento, no estímulo da alimentação, na conversão alimentar (Luz et al., 2008), na taxa metabólica animal, no custo energético da osmorregulação e atuar de diferentes maneiras em vários hormônios relacionados ao controle da osmorregulação (Boeuf e Payan, 2001). Para melhor conhecimento das implicações do uso de sal na água em peixes de água doce, testes agudos foram realizados para avaliar os efeitos de diferentes salinidades na sobrevivência embrionária e larval (Borode et al., 2002; Fashina-Bombata e Busari, 2003) e de juvenis (Watanabe et al., 1985; Marchioro e Baldisserotto, 1999); na perda de peso e no conteúdo de água no músculo (Maceina e Shiremam, 1979); na capacidade osmorregulatória (Van der Linden et al., 1999; Fontaínhas-Fernandes et al., 2003); no metabolismo energético (De Boeck et al., 2000); nas respostas monoaminérgicas (De Boeck et al., 1996); e nas possíveis alterações de parâmetros sanguíneos e plasmáticos (Yildiz e Uzbilek, 2001). Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a tolerância de larvas de pacamã Lophiosilurus alexandri, espécie de interesse comercial e utilizada para repovoamento da bacia do rio São Fancisco, ao teste agudo de diferentes salinidades da água durante o desenvolvimento inicial. Material e métodos O experimento foi realizado na Estação de Hidrobiologia e Piscicultura de Três Marias-Codevasf, Minas Gerais, durante o mês de janeiro de 2007. Para os testes, a água nas diferentes salinidades foi previamente preparada em caixas de polietileno de 500 L e a salinidade, condutividade e pH aferidos com aparelho Horiba U10 (Tabela 1). Para a salinização da água, utilizou-se sal grosso não-iodado. Larvas recém-eclodidas de L. alexandri foram mantidas em uma canaleta de 0,43 m[sup.2] de área útil, com abastecimento de água constante (fluxo médio de 100 mL min.-1) proveniente da Represa de Três Marias. A partir do oitavo dia de vida, as larvas foram alimentadas diariamente com náuplios de Artemia sp. fornecidos à vontade, em três refeições diárias, às 9, 13 e 17h. A temperatura média da água na canaleta foi de 24,5 [+ ou -] 1,8[degré]C. Os testes de tolerância às diferentes salinidades foram realizados em larvas recém- eclodidas, com oito dias pós-eclosão (antes da primeira alimentação) e com 12 dias pós-eclosão (após quatro dias de alimentação). Para cada idade, um lote de larvas homogêneo foi utilizado, sendo estas estocadas em 18 recipientes plásticos de 1 L na densidade de 15 larvas [L.sup.-1] e mantidas dentro do laboratório para aclimatação às condições ambientais por um período de 24h. Após esse período, as larvas foram cuidadosamente transferidas para recipientes de plástico contendo 1 L de água com as seguintes salinidades: água doce, 2, 4, 6, 8 e 10 g de sal [L.sup.-1]. Utilizou-se delineamento inteiramente casualizado com seis diferentes salinidades da água e três repetições cada. Os animais foram observados a cada 30 min. nas primeiras dez horas e posteriormente a cada seis horas, pelo período total de 96h. Durante o teste de exposição às diferentes salinidades, as unidades experimentais permaneceram em sistema estático, sem renovação de água, com temperatura constante (25,3 [+ ou -] 0,7[degré]C) e níveis de oxigênio dissolvido superiores a 5 mg [L.sup.-1]. Durante este período, os animais não foram alimentados. As larvas mortas foram quantificadas e retiradas. Ao final de cada período experimental, avaliou-se a sobrevivência e realizou-se a biometria das larvas (peso e comprimento total). Valores percentuais de sobrevivência sofreram transformação arco seno para as análises estatísticas. Para os resultados de sobrevivência, comprimento e peso das larvas, após os períodos de observações de 96h, foi aplicada a Análise de Variância paramétrica pelo teste F. Em caso de diferenças significativas, os resultados foram comparados pelo teste de Tukey, em nível de 5% de probabilidade, utilizando-se o programa Statistica 7.0 (Statsoft, 2004). Os valores de CL[(I).sub.50-96h], concentração letal de salinidade para larvas de pacamã, foram calculados pelo método Trimmed Spearman-Karber (Hamilton et al., 1977). Resultados Larvas recém-eclodidas Larvas recém-eclodidas expostas à salinidade de 10 g de sal [L.sup.-1] apresentaram mortalidade total com 1h 30 min. depois de iniciadas as observações. Na salinidade de 8 g de sal [L.sup.-1], a mortalidade das larvas foi registrada a partir de 13h de iniciado o teste, sendo total com 46h. No tratamento 6 g de sal [L.sup.-1], a mortalidade iniciou-se após 45h, sendo esta total após 86h de iniciado o teste. Os dados de sobrevivência, comprimento e peso das larvas nos demais tratamentos são apresentados na Tabela 2. Verificou-se sobrevivência de 100% para água doce e salinidades de 2 e 4 g de sal [L.sup.-1], além de redução do comprimento total e peso para os meios salinizados, quando comparado à água doce. Larvas com oito dias pós-eclosão Para larvas com oito dias pós-eclosão, a mortalidade a 10 g de sal [L.sup.-1] iniciou-se 6h após a exposição à salinidade. Com 8h, mais de 50% das larvas já estavam mortas. No tratamento 8 g de sal [L.sup.-1], ocorreu somente a mortalidade de uma larva entre as três réplicas. De maneira geral, durante as observações, foi registrado que as larvas mantidas nas salinidades superiores a 6 g de sal [L.sup.-1] mantiveram-se paradas ou praticamente imóveis no fundo dos recipientes experimentais. Ao contrário, em salinidades inferiores, as larvas apresentavam-se nadando ativamente no fundo e nas paredes dos recipientes. Como verificado na Tabela 3, larvas com oito dias póseclosão apresentaram tolerância à salinidade de até 8 g de sal [L.sup.-1], sendo afetadas negativamente a 10 g de sal [L.sup.-1]. Os valores de peso e comprimento das larvas mantidas a 10 g de sal [L.sup.-1] não foram considerados pelo número reduzido de animais sobreviventes neste tratamento. Não se registraram diferenças significativas para o comprimento das larvas expostas à água doce, 2, 4, 6 e 8 g de sal [L.sup.-1]. Para o peso, verificou-se redução gradativa a partir da salinidade de 2 g de sal [L.sup.-1]. A CL[(I).sub.50-96h] para larvas com oito dias pós-eclosão foi de 8,94 g de sal [L.sup.-1], tendo como limite inferior e superior 8,9 e 9,2 g de sal [L.sup.-1], respectivamente. Larvas com 12 dias pós-eclosão (quatro dias de alimentação) Para as larvas com 12 dias pós-eclosão, observaramse animais mortos a partir de 21 e 61h para os tratamentos 10 e 8 g de sal [L.sup.-1], respectivamente. Durante as observações, as larvas permaneceram praticamente imóveis na água em salinidades superiores a 6 g de sal [L.sup.-1], ao contrário dos demais tratamentos, onde as larvas apresentavam-se mais ativas. Na Tabela 4, verificou-se menor sobrevivência para as salinidades mais elevadas (8 e 10 g de sal [L.sup.-1]), porém, sem efeitos no comprimento e peso dos animais entre as diferentes salinidades. Discussão Foi registrado um aumento na tolerância à salinidade da água de larvas recém-eclodidas para larvas com 12 dias pós-eclosão. Fato semelhante foi verificado para Heterobranchus longifilis (Fashina-Bombata e Busari, 2003), espécie de água doce. Ao contrário, para Oreochromis niloticus, O. aureus e um híbrido de O. mossambicus x O. niloticus, a tolerância à salinidade da água apresentou melhor relação com o tamanho dos animais do que com a idade cronológica (Watanabe et al., 1985). A tolerância à salinidade pode variar, ainda, em função do tipo de salinização da água, já que juvenis de Rhamdia quelen toleram maior salinidade quando utilizada água do mar ao invés de sal marinho (Marchioro e Baldisserotto, 1999). De acordo com Wu e Woo (1983), os testes agudos são eficientes para a determinação de limites letais em peixes. Esta mortalidade com o incremento da salinidade é uma característica de peixes de água doce (Fashina-Bombata e Busari, 2003) e pode ser atribuída a um aumento nos requerimentos energéticos de manutenção dos animais a diferentes salinidades (Kilambi, 1980). As larvas recém-eclodidas de L. alexandri toleraram até 4 g de sal [L.sup.-1], enquanto larvas com oito dias pós-eclosão apresentaram CL[(I).sub.50-96h] de 8,94 g de sal [L.sup.-1] e larvas com 12 dias póseclosão sobreviveram a 10 g de sal [L.sup.-1]. Os limites de tolerância para peixes de água doce têm-se apresentado variável entre diferentes espécies e dentro da mesma espécie durante o desenvolvimento. Para Heterobranchus longifilis, larvas no início da alimentação, juvenis com 28 e com 42 dias pós-eclosão, apresentaram limites de tolerância letal durante a exposição de 96h de 4,3; 8 e 8,7 g de sal [L.sup.-1], respectivamente (Fashina-Bombata e Busari, 2003). Durante o desenvolvimento embrionário de Clarias gariepinus, o limite de tolerância à salinidade está na faixa de até 6 g de sal [L.sup.-1] com níveis ótimos entre 0 e 2 g de sal [L.sup.-1] (Borode et al., 2002). Ao contrário do citado anteriormente e semelhante ao registrado para larvas L. alexandri, com 12 dias pós-eclosão, juvenis de catfish Rhamdia quelen e vários ciprinídeos toleram salinidades acima de 9 g de sal [L.sup.-1] (Maceina e Shireman, 1979; Maceina et al., 1980; Von Oertzen, 1985; Wang et al., 1997; Marchioro e Baldisserotto, 1999; Yildiz e Uzbilek, 2001; Luz et al., 2008). Esta maior tolerância à salinidade da água com o desenvolvimento das larvas é corroborada pelas observações do tempo de mortalidade na salinidade de 10 g de sal [L.sup.-1] utilizada no presente estudo. A mortalidade total para larvas recém-eclodidas ocorreu com 1h 30 min., enquanto que as primeiras larvas mortas com oito e 12 dias pós-eclosão foram observadas após 6 e 21h, respectivamente, mas sem mortalidade total. A alta mortalidade em larvas recém-eclodidas pode ser pela ausência de órgãos importantes nos processos osmorregulatórios como brânquias, rins e aparelho digestivo. Segundo Holliday (1969), o desenvolvimento destes órgãos pode diminuir a sensibilidade das larvas à salinidade da água. Em L. alexandri, Cruz (2007) registrou, a partir do terceiro dia após a eclosão, a presença de arcos branquiais e o intestino mais desenvolvido, enquanto Cardoso et al. (1996) verificaram que as brânquias já estão totalmente desenvolvidas em larvas com dez dias pós-eclosão. A presença destes órgãos poderia explicar a maior tolerância das larvas de L. alexandri com oito e 12 dias pós-eclosão. O peso e o comprimento das larvas de L. alexandri foram afetados pela salinidade em larvas recém-eclodidas, sugerindo que as reservas energéticas tenham sido utilizadas para o processo de manutenção dos animais e não para o crescimento, semelhante ao verificado em juvenis de Cyprinus carpio em elevadas salinidades (De Boeck et al., 2000). Para as larvas com oito dias, a redução no peso foi registrada nas diferentes salinidades quando comparado à água doce, mas sem efeito no comprimento, ao passo que para larvas com 12 dias, o peso e comprimento não foram afetados. Os resultados apresentados reforçam que os efeitos adversos da salinidade da água diminuem com o aumento na idade das larvas de L. alexandri. Vários fatores podem ser responsáveis pela influência da salinidade no peso das larvas de L. alexandri com oito dias pós-eclosão. O incremento na salinidade da água pode levar a maior custo energético (Altinok e Grizzle, 2004), aumento no consumo de oxigênio dissolvido (Wang et al., 1997; Altinok e Grizzle, 2003) e menor consumo de alimento e desidratação no músculo dos peixes (Luz et al., 2008), fatos que podem prejudicar o desenvolvimento das larvas. A desidratação no músculo também foi registrada em juvenis de Ctenopharyngodon idella em salinidades superiores a 6 g de sal [L.sup.-1] (Maceina e Shireman, 1979) e em Cyprinus carpio na salinidade de 10 g de sal [L.sup.-1] (Van der Linden et al., 1999). Em juvenis de Ctenopharyngodon idella, a perda de peso dos animais, durante a exposição dos peixes à salinidade, foi atribuída à atividade metabólica normal, já que os animais não foram alimentados durante as observações (Maceina e Shireman, 1979), processo semelhante ao do presente estudo. No entanto, os possíveis mecanismos discutidos para a redução do peso em larvas com oito dias não se aplicam a larvas com 12 dias. Isto pode ser por maior tolerância à salinidade da água, ou pela melhor resposta dos órgãos envolvidos nos processos osmorregulatórios presentes nessa fase da vida. A alimentação previamente fornecida também pode ter proporcionado reservas que supriram as necessidades dos animais durante o período de exposição à salinidade da água. Salinidades acima de 6 g de sal [L.sup.-1] afetaram o comportamento das larvas de L. alexandri, diminuindo a atividade natatória. De acordo com estes resultados, Luz et al. (2008) registraram, igualmente, que o aumento na salinidade modifica o comportamento natatório com alterações na atividade diurna, noturna e antecipatória ao alimento e com implicações diretas no consumo de alimento e crescimento de juvenis de Carassius auratus. A menor atividade natatória ainda foi registrada em juvenis de Ctenopharyngodon idella em salinidades superiores a 14 g de sal [L.sup.-1] (Maceina e Shireman, 1979). Salinidades de 4 e 6 g de sal [L.sup.-1] podem ser recomendadas para larvas recém-eclodidas e para larvas maiores, respectivamente, como tratamentos preventivos e paliativos a patógenos em L. alexandri. O uso da salinidade de até 4 g de sal [L.sup.-1] pode diminuir a infestação de Ichthyophthirius multifiliis em Rhamdia quelen, espécie estenoalina, e reduzir a mortalidade por diminuir o gradiente iônico entre o plasma animal e a água (Garcia et al., 2007). Estudos futuros da larvicultura desta espécie em meios ligeiramente salinizados devem ser realizados para melhor avaliação do potencial da utilização deste manejo de criação; para outras espécies como Cyprinus carpio (Lam e Sharma, 1985), Clarias gariepinus (Britz e Hecht, 1998), Hoplias lacerdae (Luz e Portella, 2002), Brycon cephalus (Luz et al., 2004), Pimelodus maculatus (Weingartner e Zaniboni Filho, 2004) e Pseudoplatystoma corruscans (Beux e Zaniboni Filho, 2007), baixas salinidades têm apresentado bons resultados de crescimento e sobrevivência durante a larvicultura. Conclusão Larvas de pacamã apresentaram maior tolerância à salinidade da água com o desenvolvimento, podendo-se recomendar salinidades de até 4 g de sal [L.sup.-1] para larvas recém-eclodidas e 6 g de sal [L.sup.-1] para larvas com oito e 12 dias de vida, para tratamentos preventivos a patógenos. Agradecimentos Ao convênio Codevasf/Cemig, à Fapemig, ao Prof. Dr. Nilo Bazzoli e ao Dr. Yoshimi Sato, pelo apoio financeiro e infra-estrutura para a realização deste trabalho. Received on January 31, 2008 Accepted on June 10, 2008. Referências ALTINOK, I.; GRIZZLE, J.M. Effects of low salinities on Flavobacterium columnare infection of euryhaline and freshwater stenohaline fishes. J. Fish Dis., Oxford, v. 24, n. 6, p. 361-367, 2001. ALTINOK, I.; GRIZZLE, J.M. Effects of low salinities on oxygen consumption of selected euryhaline and stenohaline freshwater fish. J. World Aquac. Soc., Baton Rouge, v. 34, n. 1, p. 113-117, 2003. ALTINOK, I.; GRIZZLE, J.M. Excretion of ammonia and urea by phylogenetically fish species in low salinities. Aquaculture, Amsterdam, v. 238, n. 1-4, p. 499-507, 2004. BEUX, L.F.; ZANIBONI FILHO, E. Survival and the growth of pintado (Pseudoplatystoma corruscans) post-larvae on different salinities. Braz. Arch. Biol. 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Ronald Kennedy Luz (1)* e José Cláudio Epaminondas dos Santos (2) (1) Laboratório de Aqüicultura e Ecologia Aquática, Departamento de Zootecnia, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Rua da Glória, 187, 39100-000, Centro, Diamantina, Minas Gerias, Brasil. (2) Estação de Hidrobiologia e Piscicultura de Três Marias, Três Marias, Minas Gerais, Brasil. * Autor para correspondência. E-mail: luzrk@yahoo.com
Tabela 1. Variáveis físico-químicas da agua nas diferentes salinidades
utilizadas para os testes de tolerancia em larvas de pacamá L.
alexandri.
Água
Salinidade (g de sal [L.sup.-1]) doce 2 4 6
pH 7,15 7,19 7,21 7,27
Condutividade (mS [cm.sup.-1]) 0,058 3,78 6,54 9,48
Água
Salinidade (g de sal [L.sup.-1]) doce 8 10
pH 7,15 7,30 7,32
Condutividade (mS [cm.sup.-1]) 0,058 13,50 17,20
Tabela 2. Valores medios ([+ ou -] desvío-padráo) de sobrevivìncia,
comprimento e peso das larvas de pacamá L. alexandri recémeclodidas,
após 96h de observaçáo, era diferentes salinidades.
Salinidade da água (g de sal [[L.sup.-1])
Água doce 2
Sobrevivìncia (%) 100a 100a
Comprimento (mm) 11,1 [+ ou -] 0,2a 9,4 [+ ou -] 0,1b
Peso (mxi) 12,9 [+ ou -] 0,4a 10,6 [+ ou -] 0,4b
Salinidade da água (g de sal [[L.sup.-1])
4 6 8 10
Sobrevivìncia (%) 100a -- -- --
Comprimento (mm) 8,3 [+ ou -] 0,3c -- -- --
Peso (mxi) 9,5 [+ ou -] 0,9b -- -- --
Letras diferentes na mesma linha indicara diferença significativa
(p < 0,05) pelo teste de Tukey.
Tabela 3. Valores medios ([+ ou -] desvio-padráo) de sobrevivìncia,
comprimento e peso das larvas de pacamá L. alexandri com oito dias
póseclosáo, após 96h de observaçáo, era diferentes salinidades.
Salinidade da água (g de sal [L.sup.-1])
Água doce 2
Sobrevivência (%) 100a 100a
Comprimento (mm) 15,3 [+ ou -] 0,5a 15,4 [+ ou -] 0,3a
Peso (mg) 28,6 [+ ou -] 0,7a 27,6 [+ ou -] 0,8ab
Salinidade da água (g de sal [L.sup.-1])
4 6
Sobrevivência (%) 100a 100a
Comprimento (mm) 15,0 [+ ou -] 0,1a 14,9 [+ ou -] 0,3a
Peso (mg) 25,5 [+ ou -] 0,5b 25,5 [+ ou -] 0,9b
Salinidade da água (g de sal [L.sup.-1])
8 10
Sobrevivência (%) 97,7 [+ ou -] 3,8a 6,6 [+ ou -] 6,6b
Comprimento (mm) 14,8 [+ ou -] 0,4a --
Peso (mg) 25,9 [+ ou -] 0,5b --
Letras diferentes na mesma linha indicara diferença significativa (p <
0,05) pelo teste de Tukey.
Tabela 4. Valores medios ([+ ou -] desvio-padráo) de sobrevivìncia,
comprimento e peso das larvas de pacamá L. alexandri com 12 dias
póseclosáo (quatro dias de alimentaçáo), após 96h de observaçáo, era
diferentes salinidades.
Salinidade da água (g de sal [L.sup.-1])
Água doce 2
Sobrevivencia (%) 100a 100a
Comprimento (mm) 15,4 [+ ou -] 0,6a 15,4 [+ ou -] 0,3a
Peso (mg) 25,7 [+ ou -] 1,7a 27,8 [+ ou -] 1,6a
Salinidade da água (g de sal [L.sup.-1])
4 6
Sobrevivencia (%) 95,5 [+ ou -] 7,7a 97,7 [+ ou -] 3,8a
Comprimento (mm) 14,7 [+ ou -] 0,3a 14,8 [+ ou -] 0,7a
Peso (mg) 25,9 [+ ou -] 0,7a 23,9 [+ ou -] 2,1a
Salinidade da água (g de sal [L.sup.-1])
8 10
Sobrevivencia (%) 73,3 [+ ou -] 6,6b 59,9 [+ ou -] 11,5b
Comprimento (mm) 14,5 [+ ou -] 0,4a 14,1 [+ ou -] 0,4a
Peso (mg) 23,1 [+ ou -] 2,4a 23,8 [+ ou -] 1,5a
Letras diferentes na mesma linha indicara diferença significativa
(p < 0,05) pelo teste de Tukey.
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